terça-feira, 12 de maio de 2015

Bactérias do Bem

Já falamos muito de vegetais transgênicos, entramos um pouquinho no mundo dos insetos.... Hoje, o tema girará em torno das bactérias. Há quem pense que bactérias são apenas sinônimo de contaminação e patologias. Contudo, após o post de hoje, tenho certeza que a visão de vocês que pensam dessa maneira mudará radicalmente.


A "bactéria do bem" citadas no título do post é Escherichia coli, localizada normalmente na microbiota normal de seres humanos e outros animais. Encontrou-se um modo de fazer com que essa bactéria produza insulina humana, o que representa a melhora da qualidade de vida e melhor controle das taxas de glicemia de cerca de 12 milhões de diabéticos pelo Brasil afora.


Imagino seu questionamento, caros leitores: mas como uma bactéria é capaz de produzir insulina?
Vetores de clonagem transportam o fragmento do DNA para dentro da E. coli (processo de transformação) e ele se divide várias vezes juntamente com o genoma bacteriano, dando origem a células chamadas transformantes. Então a sequencia de genes transformantes se replica autonomamente na célula hospedeira.


A insulina foi o primeiro produto oriundo da tecnologia do DNA recombinante a ser comercializado mundialmente. A construção da pró-insulina humana foi iniciada a partir da sequencia de aminoácidos dessa proteína.Foi realizado então o teste de sequenciamento de DNA e a confirmação da sequência nucleotídica correta do gene. A célula transformada foi posta em meio adequado para seu crescimento. Essas foram algumas das etapas necessárias para o início da produção da insulina sintética, largamente utilizada por ser  livre de contaminantes ou agentes infecciosos comumente encontrados na substância purificada de animais (método anterior de obtenção antes do surgimento do rDNA).
E aí? Ainda acha que bactérias e vírus são meros causadores de enfermidades?

Referências:

LOPES, Drielle Silva Andrade et al. A produção de insulina artificial através da tecnologia do DNA recombinante para o tratamento de diabetes mellitus doi: http://dx. doi. org/10.5892/ruvrv. 2012.101. 234245. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 10, n. 1, p. 234-245, 2012.

http://www.endocrino.org.br/numeros-do-diabetes-no-brasil/

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Para o Alto e Avante: transgênicos e combate de doenças.

Quase todas as vezes que falamos em transgênicos pensamos em laboratórios de ponta, ativistas e alimentos envenenados, mas pouco se fala da contribuição dos Transgênicos na saúde pública. Nessa semana ocorreu uma pequena mudança nesse cenário: a liberação de mosquitos transgênicos em Piracicaba chamou a atenção da imprensa. A cidade de Piracicaba, São Paulo, enfrenta uma das piores epidemias de Dengue da sua história, e nem as tendas improvisadas nas praças como "hospitais de campanhas" dão conta de atender toda população com sintomas da doença. Parece que estamos perdendo a guerra contra a dengue. Mas calma, ainda temos uma esperança, botem os transgênicos na linha de frente! Para o alto e avante!
O que fazer para resolver o problema da dengue em Piracicaba? Soltar 100.00 Aedes aegypti na cidade. Isso mesmo, você não leu errado! Claro que não é o Aedes selvagem, mas sim um transgênico. O nosso caro leitor deve estar se perguntando por que gastar milhões em pesquisa com insetos transgênicos para combater a Dengue, se ele aprendeu na escola que basta virar as tampinhas no quintal e não deixar a água parada, método indiscutivelmente mais barato e prático. Bem, leitor, a resposta é simples: o método tradicional não tem se mostrado eficiente. É só dá uma olhada nas estatísticas dos mais diversos estados do Brasil para ver que ano após ano as epidemias de Dengue lotam unidades de saúde. Desde de 1920 que esse método é usado. e já que essa é uma "guerra", como as campanhas governamentais gostam de falar, vamos botar uma arma nova, desenvolvida com ciência de ponta, que custa alguns milhões, e que os ambientalistas não gostam muito. Não estou falando da Little e Fat Boy, nem do projeto Manhattan. Estou falando do projeto Oxitec, em Jacobina, na Bahia.

A abordagem genética usada para criar os mosquitos é um sistema conhecido como tetraciclina controlado ativação transcricional (ATT). O gene tTA é emendado no genoma do inseto de tal forma que a proteína produzida por ele aumenta sua atividade - um ciclo de feedback positivo. As células produzem mais e mais proteína tTA - e ao fazer, têm pouca capacidade para fazer qualquer outra proteína. Eventualmente, isso mata os insetos. Quando as larvas de machos são criadas, este processo é desligado, mantendo-os em água contendo o antibiótico tetraciclina, que inibe o processo de feedback. Quando os machos acasalam, no entanto, o gene tTA em sua prole é totalmente ativo.
Na cidade de Jacobina, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG Moscamed, tentam comprovar que a liberação de mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados no meio ambiente reduz drasticamente o tamanho da população de transmissores da doença – diminuindo assim o número de infectados, que neste ano já chega a 1,5 milhão de pessoas, segundo o Ministério da Saúde. Desenvolvido pela empresa britânica Oxitec, que detém a patente,  Em Jacobina, levantamentos mostram que a população de transmissores da dengue em seis meses de experimento já é 50% menor, de acordo com pesquisadora da USP Margareth Capurro, coordenadora do Projeto Aedes Transgênico (PAT).

Agora vamos às críticas. Ecologistas levantam a questão do desequilíbrio ambiental que a introdução de um mosquito transgênico possa causar. Gabriel Fernandez, da CNTbio, questiona ainda que, sem um devido estudo, não se pode assegurar que essas fêmeas – que segundo ele chegam a 3% da produção – não ajudarão a formar uma segunda população, que poderá crescer mais rápido do que a silvestre e se tornar eventualmente "mais agressiva" na transmissão da dengue. Outra possível falha, afirma o membro da CTNBio, seria o não monitoramento de um possível aumento do número de mosquitos Aedes albopictus, diante da supressão do aegypti. O albopictus é vetor para várias doenças tropicais como malária e febre amarela.
Chegou a vez do pessoal da ética. Apesar da euforia, o estudo gerou a desconfiança de cientistas ligados à transgenia., que alegam que a  população de Jacobina está sendo feita de cobaia, são ratinhos de laboratório da Oxitec. Segundo eles, a população não foi devidamente informada sobre o tipo de pesquisa e afirma não haver um código de ética com detalhes sobre os procedimentos em campo, onde 4 milhões de mosquitos transgênicos são liberados no ecossistema toda semana.
Chamem os economistas. Reportagem do jornal britânico The Observer de julho do ano passado, a Oxitec estimou o custo da técnica em menos de £5 libras esterlinas por pessoa por ano. Num cálculo simples, apenas multiplicando o número pela contação atual da moeda britânia frente ao real e desconsiderando as inúmeras outras variáveis dessa conta, o projeto em uma cidade de 150 mil habitantes custaria aproximadamente R$ 3,2 milhões por ano. Se imaginarmos a quantidade de municípios de pequeno e médio porte brasileiros em que a dengue é endêmica, chega-se a pujança do mercado que se abre. Porém, vale lembrar os custos com campanhas educativas, com propagandas que enchem os bolsos dos marqueteiros  e com tendas de guerra improvisadas nas epidemias, além do ônus de trabalhadores pararem pelos sete dias de recuperação. Nos últimos cinco anos, foram 3,2 milhões de casos de dengue registrados no Brasil, com cerca de 800 mortes, todas evitáveis Isso só levando em conta o que foi documentado. Será um investimento válido?
Esse jornal é de 2002. 13 anos depois, as manchetes não tiveram grandes alterações.

A cidade de Piracicaba acha que sim. E lá vão eles, voando pelos céus, com a missão de combater a inimiga número um do Estado brasileiro (a que ponto chegamos!). Será que a liberação de 100.000 mosquitos transgênicos resolverão a epidemia na cidade paulista? Saberemos a resposta em 10 meses. Esse é o teste de fogo dos mosquitinhos trans, se falharem, pode ser o fim dessa esperança da ciência.  Para finalizar, é bom esclarecer que se esse método funcionar, ele não exclui os atuais, mas sim colabora com eles, principalmente durante as epidemias.
 Ironicamente, a nossa arma surpresa nessa guerra é o próprio inimigo geneticamente modificado. A possível solução para Piracicaba é um pássaro? É um avião? Não, são os transgênicos! Para o alto, e avante, Aedes trans!




REFERÊNCIAS


Deutsche Welle (DW), disponível em
http://www.dw.de/pesquisadores-questionam-mosquitos-transg%C3%AAnicos-no-combate-%C3%A0-dengue/a-17256054, acesso em 01 de maio de 2015.

COSTA-DA-SILVA, André L; MACIEL, Ceres; MOREIRA, Luciano A. Mosquitos Transgênicos para controle de doenças tropicais. INTCEM - 2012.

Governo do Rio de Janeiro. Disponível em http://www.saude.rj.gov.br/programas-e-acoes/84-acoes/130-rio-contra-a-dengue-a-historia-da-dengue-no-mundo.html. Acesso em 01 de maio de 2015.

G1 Piracicaba. Disponível em http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2015/04/piracicaba-comeca-liberar-1-milhao-de-aedes-transgenico-por-semana.html, acesso em 01 de maio de 2015.



 

 




quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ouro Branco: O Retorno

O tema transgênicos é muito polêmico na sociedade e na comunidade científica. Mas quais os benefícios reais que esses organismos trazem à nossa realidade no Piauí? Qual o papel deles na ciência e na economia piauiense? Que tal uma historinha para responder essas pergunta? Essa é a história dos transgênicos e do Ouro Branco piauiense.



Há 20 anos, o sudeste do Piauí era conhecido por ser referência regional da produção de algodão. O lendário Grupo Coelho, instalado em Picos, era uma referência no Nordeste brasileiro. Era um sonho dourado de prosperidade nessa terra. Dourado não, branco! O algodão era tudo o que os moradores precisavam para serem felizes, ou quase tudo. Mas como dizem os mais sábios, nem tudo o que reluz é ouro, e nem todo algodão é riqueza. A cultura do algodão enfrentou grandes dificuldades nos anos 80, entre elas a praga do bicudo, responsável por sérios prejuízos aos agricultores. E continuando com mais um ditado: tudo que é ruim pode piorar, afinal, houve incentivo para a compra de algodão importado, provocando o declínio da indústria têxtil nacional.




Essas dificuldades resultaram em queda substancial da produção no Nordeste do Brasil e também no Piauí, em função da baixa adoção de tecnologias que impossibilitava a convivência adequada com a praga do bicudo. Em outras palavras, a galera de Picos não conseguia competir com o algodão de São Paulo e do Paraná. Parecia o fim da história do algodão nesse Estado.Usando uma célebre frase de Roberto Bolaños: "Oh, e agora, quem poderá nos defender?" Os transgênicos!



Os produtores piauienses não contavam com a astúcia da ciência! Ou nem tanto assim, há um debate acalorado sobre os reais benefícios (e malefícios) de usar transgênicos. Mas esse é um assunto para os próximos capítulos do Bioquimicotransgenia. Hoje, vamos nos prender a essa épica história do algodão no Piauí. E o fato é que ele está de volta! Duas décadas depois da praga do bicudo ter dizimado as plantações em Picos, o algodão reviveu no Piauí. A diferença é que as grandes plantações saíram da região do Semiárido e foram para os Cerrados, especialmente em Uruçuí e Santa Filomena, onde apresentam uma produtividade de encher os olhos: mais de 3 mil quilos por hectare para o algodão em caroço, e de mais de 1,1 mil quilos por hectare para o algodão em pluma.Ou seja, o algodão transgênico venceu a praga do bicudo. 



E esse é um dos benefícios dos transgênicos no nosso estado. A EMBRAPA Meio Norte é uma das grandes responsáveis pelas pesquisas envolvendo algodão transgênico. Ela está recomendando para o plantio da safra 2014-2015, em todo o País, as cultivares de algodão herbáceo BRS 368RF, BRS 369RF, BRS 370RF e BRS 371RF, todas transgênicas. Elas foram desenvolvidas pela Embrapa Algodão, com sede em Campina Grande, na Paraíba, em parceria com a Embrapa Meio-Norte, em Teresina, no Piauí.

Mas esse não é a única cultura transgênica no Piauí. A soja tem sido amplamente estudada para obtenção de melhor produtividade. Aí a discussão é mais pesada, afinal envolve nutrição humana. A Universidade Federal do Piauí, através do renomado BioTec, é um dos pioneiros nesse tipo de estudo, referência no Piauí e em todo o Cerrado brasileiro. Esses estudos são coordenados em Parnaíba pela pesquisadora Andrea Coelho.

E essa é a emocionante história de como os transgênicos salvaram a produção de algodão no Piauí, e trouxeram de volta o Ouro Brando para o cerrado do estado. E isso é tudo, pessoal! Um grande abraço e até a próxima!






REFERÊNCIAS

INCA - disponível em http://www.icna.org.br/noticia/algodao-transgenico-deve-crescer-34-na-safra-20132014.  Acessado em 23 de abril de 2015

CERRADOS DO PIAUÍ - disponível em http://www.cerradosdopiaui.com.br/?sec=algodao. Acessado em 23 de abril de 2015

EMBRAPA - disponível em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/1895642/mais-cultivares-de-algodao-chegam-ao-mercado. Acessado em 23 de abril de 2015.

GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ - disponível em http://www.ccom.pi.gov.br/materia_especial.php?id=36765. Acessado em 23 de abril de 2015

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ - disponível em http://www.uespi.br/site/?p=52782. Acessado em 23 de abril de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Como o OT lida com a transgenia?


Olá pessoal! No post da semana passada, falamos conceitos iniciais de transgênicos, de sua importância e do mecanismo de formação deles. No post de hoje, discutiremos um pouco sobre as consequências que a transgenia traz para o OT e os possíveis impactos disso na saúde humana. 


Um exemplo de organismo transgênico é a soja MSOY 7575 RR. É a modalidade transgênica de soja mais utilizada no Brasil e demonstra os possíveis benefícios desses organismos, assim como não é tão fácil prever as consequências das modificações. Inicialmente o que se buscava com a modificação do organismo era apenas aumentar a resistência da soja aos herbicidas a base de glifosfato, que é um herbicida de amplo espectro utilizado após a planta emergir do solo. Esses tipos de herbicidas são mais baratos e de fácil aplicação. Na soja normal, no entanto, o glifosfato bloqueia a enzima EPSPS, que causa uma reação em cadeia impedindo totalmente a produção "de aminoácidos aromáticos, como a fenilalanina, a tirosina e o triptofano", o que inviabilizava seu uso.
Com a adição do gene no genoma da planta, há a produção de uma enzima modificada sobre a qual o glifosfato não consegue agir. No entanto, a transgenia na soja causa alterações nos mecanismos bioquímicos relacionados à produção de aminoácidos aromáticos e causa um processo chamado estresse oxidativo.
O estrese oxidativo  que decorre da existência de um desequilíbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da geração excessiva de radicais livres (peróxido de oxigênio, superóxido e outros) ou em detrimento da velocidade de remoção desses. Tal processo conduz à oxidação de biomoléculas com consequente perda de suas funções biológicas e/ou desequilíbrio homeostático, cuja manifestação é o dano oxidativo potencial contra células e tecidos. Em seres humanos, o estresse oxidativo está relacionado com eventos patológicos que, por sua vez, estão envolvidos nos processos cardiovasculares, carcinogênicos e neurodegenerativos.


Alem do estresse oxidativo, há também alterações em outro aspectos da planta, como modificação na forma de absorver luz solar e aceleração da absorção de nutrientes do solo, que ocasiona uma maior concentração de alguns metais como cobre, cobalto e ferro na semente da soja transgênica.

Os metais têm no organismo um papel principalmente catalítico, agindo como grupo prostético em sítios ativos e/ou como cofator para metaloenzimas. Assim, os alvos da ação tóxica são os processos bioquímicos que ocorrem nas células, especificamente as enzimas e/ ou membranas de células e organelas. O efeito tóxico do metal envolve, geralmente, interação entre o metal livre na forma de íon com o sítio alvo. A toxicidade é determinada pela dose nos níveis moleculares/celulares e, assim, fatores como a forma química e capacidade de ligação tornam-se críticos.
E isso é tudo pessoal! Aguardem os próximos posts. ;)

REFERENCIAS:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732010000400013&script=sci_arttext
http://www.alimentosevida.org.br/images/revista/14.02.25_-_SOJA_TRANGENICA_ALTERACAO_NUTRICIONAL_E_BIOQUIMICA.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v39n2/03.pdf

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O que são Trangênicos?

Antes de aprofundar na bioquímica propriamente dita é necessário contar a historia da engenharia genética, pois foi ela que possibilitou a origem dos seres transgênicos, enfoque desse primeiro post a engenharia genética compõe-se de um conjunto de processos que permitem a manipulação do genoma de microrganismos vivos, com a consequente alteração das capacidades ou características de cada espécie. Eles surgiram graças à união da ciência básica e da aplicada, em conjunto com a aquisição de novos conhecimentos fundamentais, como o esclarecimento da estrutura do DNA (código genético) e entendimento de como manipulá-la. As técnicas de engenharia genética ou, mais corretamente, a tecnologia de DNA recombinante, começaram a ser implantadas no início do ano de 1970, com a utilização de vetores de clonagem, em geral, plasmídeos e genomas virais, lançando-se mãos das chamadas enzimas de restrição que permitiam cortar o DNA em pontos bem definidos, isolando-se assim fragmentos que tinham a possibilidade de serem introduzidos no código genético de outro organismo.

Algo importante a diferenciar nesse ponto é OGM e Transgênicos, termos que são usados, ocasionalmente, de forma errônea como sinônimos. Organismos geneticamente modificados (OGM) são organismos que passaram por alguma procedimento laboratorial que modificou sua carga genética. Já transgênicos são aquele OGM em que o processo utilizado foi de inserção de uma parte do genoma de outra espécie em seu genoma.
Abaixo uma imagem que representa a diferença também entre os transgênicos e como tradicionalmente eram feitas as modificações géneticas


Para realizar esse procedimento são utilizados enzimas de restrição que cortam o trecho de DNA requerido do organismo doador e as mesmas enzimas cortam o plasmídio de um DNA bacteriano, criando uma indentação semelhante nos dois trechos então utilizando uma enzima Ligase o trecho é adicionado no DNA circular, depois essa bactéria é inserida no organismo que se deseja modificar, infectando então com o novo trecho de DNA.

Esses OTs possuem inúmeras aplicações práticas. Além do aumento da produtividade agrícola, a prática mais conhecida, existem também usos transgênicos no setor industrial, químico, na produção de antibióticos e na área médica.
Mas com o desenvolvimento da técnica transgênica e o surgimentos das suas diferentes aplicações, diversos dilemas e questionamentos também se seguiram. Desde de dilemas éticos envolvendo o tratamento de animais, passando pela preocupação do clima e do ˜escape gênico" até questões econômicas e pragmáticas envolvendo o controle e valor das plantações e segurança no consumo humano.


Esses temas serão abordados com mais profundidade nos próximos posts e mostrando como a bioquímica interagindo nesses processos podem ajudar ou causar danos ao ambiente e a qualidade de vida das pessoas.

Muito longo, não leu? Então veja o vídeo







Referências

http://www.cgm.icb.ufmg.br/oquesao.php
https://web.archive.org/web/20070715054717/http://www.fas.org/biosecurity/education/dualuse/FAS_Jackson/2_A.html
http://ref.scielo.org/nz28fg
http://www.transgenicorganism.com/transgenic-history/