quinta-feira, 4 de junho de 2015

Plantas Produtoras de Fármacos

Após tornar plantas resistentes a doenças e melhorar a qualidade alimentar, a Engenharia Genética agora trata da pesquisa de produtos especiais, como a produção de hormônios e vacinas através de vegetais.

A quarta onda de vegetais geneticamente modificados são representados principalmente pelas Plantas Produtoras de Fármacos (PPF) - ainda não produzidas no Brasil. Essa tecnologia tem sido empregada, em inúmeros países, para desenvolver e produzir vacinas ou produtos farmacêuticos a partir de plantas transgênicas.
Diferentes organismos, como plantas, bactérias e células animais têm sido avaliados quanto ao seu potencial hospedeiro para a produção de proteínas farmacêuticas recombinantes.Os sistemas de plantas têm sido bastante utilizados nas últimas décadas devido à verificação de certas vantagens, como por exemplo baixo custo enquanto crescimento e manutenção e capacidade de gerar proteínas funcionais para os seres humanos. Além disso, as PFF possuem baixo risco de contaminação para animais e humanos.


Existem estimativas que preveem que a necessidade de produção de medicamento excederá a capacidade de produção dos sistemas tradicionais. Diante desse cenário, as plantas surgiram como uma grande oportunidade, já que podem ser utilizadas na produção de mais de cem proteínas recombinantes processadas em diferentes espécies.
O processo de introdução do gene é praticamente o mesmo abordado nos posts passados, portanto, a abordagem detalhada dos mecanismos torna-se desnecessária.

Esquema simplificado de extração de fármaco a partir de PFFs


O assunto é vasto e complexo; pois além de representar um desenvolvimento significativo em biotecnologia e mesmo apresentando diversos benefícios na área econômica, o uso desta nova tecnologia deve ser bem avaliado a fim de que sejam preservadas a saúde e o bem estar dos seres humanos, além do impacto que possa causar ao ambiente.

Até a próxima! 

REFERÊNCIAS: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232011000800033&script=sci_arttext
https://www.ufmg.br/boletim/bol1298/sexta.shtml

Postado por: 
Anna Caroline Brandão

8 comentários:

  1. Grupo D

    Sinceramente achei esse post muito simples pela complexidade do assunto, não vi bioquímica e muito menos exemplo de fármacos que estão sendo desenvolvido por esse método. mas parabenizo o blog, pois já consegui aprender varias outras coisas com os posts anteriores. Abraço até a próxima.

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    1. Caro grupo D, o blog não enfoca só bioquímica, mas também a consequência da produção de transgênicos na vida das pessoas, que foi a principal função deste post. Para fins informativos, caso queira saber nomes de alguns medicamentos produzidos por PPF, usarei citação direta da fonte fornecida: "Existem alguns produtos já comercializados, oriundos desta tecnologia, como o TrypZean® produzido pela Sigma desde 2004, e o primeiro produto a ser produzido em escala comercial e liberado para comercialização com fins analíticos. O Avidin®, utilizado para diagnósticos, é fabricado pela Prodigene. A Trypsin®, empregada no tratamento de feridas e na produção de insulina, também fabricada pela Prodigene, além da vacina para fins veterinários (contra o vírus New Castle) produzida pela Dow AgroScience desde 2006. Esta foi a primeira autorização para uso em animais dada pelo United States Department of Agriculture (USDA) para a tecnologia de produção de fármaco utilizando PPF". (ROCHA, 2011)
      Espero que se sinta contemplado agora. Caso tenha alguma outra dúvida ou sugestão, favor comentar aqui. Agradeço sua opinião sincera :)
      Comentado por: Anna Caroline Brandão

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  2. GRUPO L

    Interessante! As plantas produtoras de fármacos são promissoras fontes mais baratas e disponíveis de fármacos, incluindo as vacinas para doenças infecciosas e as proteínas terapêuticas que visam os tratamentos de câncer e de doenças do coração. Entretanto, o assunto é vasto e complexo; pois além de representar um desenvolvimento significativo em biotecnologia e mesmo apresentando diversos benefícios na área econômica, o uso desta nova tecnologia deve ser bem avaliado a fim de que sejam preservadas a saúde e o bem estar dos seres humanos, além do impacto que possa causar ao ambiente.

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  3. GRUPO B
    Boa noite!
    O uso dessa tecnologia é de grande importância para a medicina e indústria farmacêutica pois possibilita vias alternativas da fabricação de fármacos. Inovações como essas desperta vislumbre, mas ao mesmo tempo receio sobre os possíveis danos ambientais que essa tecnologia pode causar. Com base nisso, pesquisei sobre o que é feito para garantir o mínimo de impacto possível, em uma relação de custo x benefício. O resultado foi que ainda não há pesquisas contundentes sobre os danos a médio e longo prazo, entretanto sabe-se que estruturas de contenção foram desenvolvidas, afinal a transgenia desenvolveu "reatores de enzimas a céu aberto" com a utilização dessas sementes recém desenvolvidas. Conclui-se que o cultivo sob controle rigoroso trará possivelmente mais benefícios do que riscos. Até a próxima!
    REFERÊNCIAS
    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232011000800033&script=sci_arttext

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  4. Grupo M
    Ótima postagem, é interessante ressaltar que a utilização de plantas transgênicas para a produção de fármacos é um grande avanço na ciência moderna, agilizando o tempo na produção e reduzindo os custos e consequentemente barateando o medicamento. Além disso, se o cultivo dessas plantas se der sob um rígido controle, os danos ambientais serão mínimos, pois, como sabemos, a inserção de uma espécie em um nicho ecológico diferente do seu original pode causar desequilíbrios ambientais, podendo provocar até a extinção de espécies. Outro fato interessante é que dependendo da forma de como o fármaco será produzida e as suas propriedades, as pessoas poderão fazer chás com essas plantas, facilitando a adesão à muitos tratamentos. Por fim, com o devido controle e precaução no cultivo dessas plantas, os benefícios trazidos superarão os prejuízos.

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  5. GRUPO H
    Sobre a quarta onde de transgênicos: De acordo com Marin12 existem quatro ondas de transgênicos: a primeira corresponde ao período que começou no final da década de 1980 tendo como propósito desenvolver plantas com tolerância a herbicidas ou com resistência a insetos, entre elas o milho Bt e a soja RR. Na segunda onda existe um aumento na qualidade nutricional das plantas, como o "golden rice", arroz enriquecido com vitamina A. Já na terceira onda as plantas foram desenvolvidas a fim de imunizar contra doenças e patógenos através da alimentação, com o objetivo de substituir as vacinas utilizadas atualmente. A quarta onda é a chamada de biofábricas. Ao invés de utilizarem bactérias e outros microrganismos para produzir substâncias inseridas em medicamentos, as indústrias farmacêuticas desenvolvem estas substâncias dentro das plantas como milho, tabaco, batata. Quando desenvolvidas em plantas, estas substâncias produzidas podem ser extraídas em grande quantidade e de uma forma muito mais barata se comparado ao processo de extração utilizando microrganismos.

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