Antes de explicar como esses animais transgênicos são produzidos, devemos saber que essa produção no nosso país é relativamente recente. Segundo o Estadão, a produção no Brasil só foi iniciada cerca de 20 anos depois dos Estados Unidos e Europa.
Agora que já sabemos quando isso começou, vamos ao "como", ou seja, vamos entender o processo.
Existem várias formas de origem das cobaias transgênicas. A primeira, chama-se gene "knock-out" e permite, em teoria, inativar qualquer gene, desde que sua sequencia seja conhecida. Há um método denominado cre-loxP pelo qual pode-se inativar um gene de forma específica e no período embrionário. Esse modelo já foi responsável pela produção de inúmeros modelos animais de doenças humanas, como por exemplo a doença de Tay Sachs.
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Técnica gene knockout |
A segunda técnica consiste na injeção direta de um gene de DNA modificado em um dos pronúcelos (oriundo do gameta masculino ou do gameta feminino). Nesse processo, a integração dos genes se faz de forma aleatória. Às vezes ocorre de a integração do gene não ser homogênea e originar um animal mosaico (que possui algumas células com as características do gene transgênico e outras não). Essa técnica atua na adição de genes e na verificação se essa adição possui efeitos ou não no animal. Foi através dela que obtiveram-se animais sensíveis à poliomielite e à hepatite C.
A terceira técnica consiste na introdução de cadeias inteiras de DNA em células germinativas (células que darão origem aos gametas dos camudongos), essa técnica já originou modelos animais da Síndrome de Down, por exemplo.
Os modelos animais, por mais úteis e
numerosos que sejam, têm seus limites.
Entretanto, eles são indispensáveis no estudo
das doenças genéticas humanas, pois
permitem, por exemplo, o estudo da patologia
de uma síndrome ao longo do tempo,
no desenvolvimento de terapias gênicas,
na descoberta de novos genes que podem
ser uma fonte para novos medicamentos.
Por enquanto é só!
Boa noite pessoal :)
REFERÊNCIAS:
http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/uma-fabrica-de-camundongos-transgenicos/
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252003000300006&script=sci_arttext
http://www.biotecnologia.com.br/revista/bio09/genetica.pdf
Postado por: Anna Caroline Brandão
Parabéns pela postagem! a engenharia genética é realmente muito importante para diversos estudos em animais, inclusive, como abordado, de doenças humanas. Uma das técnicas de produção desses animais transgênicos, como foi citado, é a transferência de fragmentos de DNA clonado em em Yeast Artificial Chromosome (YAC) ou Bacterial Artificial Chromosome (BAC). 'Esses transgênicos são utilizados no estudo da compreensão nos efeitos de uma doença da qual não conhecemos exatamente o gene responsável, mas temos a região cromossômica onde ele foi mapeado." Dois exemplos de modelos animais com doenças humanas são Charcot-Marie-Tooth e a Síndrome de Down.
ResponderExcluirAté a próxima :)
Grupo L
ExcluirReferência: http://www.biotecnologia.com.br/revista/bio09/genetica.pdf
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirGRUPO H
ResponderExcluirMuitos benefícios poderão surgir com a associação de ambas técnicas, sendo um dos principais a possibilidade de redução de tempo e custo na produção em série de produtos biológicos. Porém, várias questões éticas podem ser levantadas sobre o impacto da introdução de variantes genéticas artificialmente produzidas.
É adequado utilizar animais em experimentos deste tipo ?
Quais serão as consequências evolutivas e ambientais deste tipo de manipulação genética ?
Como os profissionais da saúde poderão lidar com a ansiedade dos pacientes e seus familiares na busca de utilizar este recursos terapêutico ainda não disponível ?
Estas questões merecem ser amplamente discutidas por toda a comunidade leiga e científica.
GRUPO H
ResponderExcluirMuitos benefícios poderão surgir com a associação de ambas técnicas, sendo um dos principais a possibilidade de redução de tempo e custo na produção em série de produtos biológicos. Porém, várias questões éticas podem ser levantadas sobre o impacto da introdução de variantes genéticas artificialmente produzidas.
É adequado utilizar animais em experimentos deste tipo ?
Quais serão as consequências evolutivas e ambientais deste tipo de manipulação genética ?
Como os profissionais da saúde poderão lidar com a ansiedade dos pacientes e seus familiares na busca de utilizar este recursos terapêutico ainda não disponível ?
Estas questões merecem ser amplamente discutidas por toda a comunidade leiga e científica.