As reações alérgicas inesperadas representam um problema em expansão. Parte desse problema deve-se à tendencia maior das pessoas a alimentarem-se fora de casa, e tal fator tem a possibilidade de ser controlada e evitada. A outra parte deve-se principalmente à fatores fisiológicos e genéticos, e, até algum tempo atrás, o indivíduo alérgico teria evitar a ingestão do alimento causador da alergia.
Isso mesmo que eu disse, até algum tempo atrás. Atualmente, existe uma linha de pesquisa e produção da Engenharia Genética que busca a geração de alimentos potencialmente alérgenos sem as principais substâncias causadoras de alergia.
A produção desses alimentos é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Como a Engenharia Genética mostrou a oportunidade de realizar esse feito, inúmeros pesquisadores têm tentado reduzir o potencial alérgico de alimentos como o trigo, o amendoim e o leite. Existe, inclusive, uma variedade de soja - atualmente em desenvolvimento - que não provoca reações alérgicas. As pesquisas com trigo vem se mostrando bastante promissoras. O caso mais complicado dentre os alimentos citados, é o do amendoim, pois ele possui inúmeras proteínas alérgenas em em grandes quantidades, como por exemplo a cupina e a conglutinina.
Existem grandes discussões que envolvem a existência ou não de riscos sobre os alimentos transgênicos. Caso você seja uma dessas pessoas que desconfia desses alimentos, aí vai uma informação importante: os alimentos transgênicos são submetidos a uma série de testes antes de sua liberação, e envolve testes in vitro e in vivo.
Qualquer resultado positivo define o produto transgênico como alérgeno e leva à interrupção do seu desenvolvimento. Os resultados negativos implicam na realização de testes adicionais realizados com soro de pacientes hipersensibilizados a certos grupos de alérgenos relacionados à fonte original do gene inserido para tornar a planta transgênica. Implica também o teste da resistência da proteína expressa à digestão pela pepsina.
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Esquema de digestão proteica e absorção dos aa resultantes |
Um relatório da União de Academias de Ciências e Humanidades da Alemanha (conduzido com fins exclusivamente científicos) apresentou evidências de que plantas geneticamente modificadas são equivalentes ou até mesmo superiores aos seus correspondentes "naturais"quando avaliados quanto aos aspectos toxigênicos, carcinogênicos e alergênicos, bem como possíveis efeitos adversos resultantes da ingestão de DNA transgênico.
E aí alguma dúvida? Caso tenha, deixe ela aqui nos comentários para que eu possa esclarecê-la em posts futuros.
Até a próxima!
REFERÊNCIAS:
http://formsus.datasus.gov.br/novoimgarq/16061/2420660_218117.pdf
http://www.sbai.org.br/revistas/vol351/vol351-artigos-de-revisao-01.pdf
http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1413-81232012000200010&script=sci_arttext
POSTADO POR: Anna Caroline Brandão
GRUPO L
ResponderExcluirInteressante o post! A avaliação de risco de consumo desses produtos deve ser realizada assim como devem ser analisadas as normas de biossegurança, para que, desse modo, esses alimentos sejam consumidos de forma mais segura. Além disso, é fundamental que informações sobre esse tipo de produto, consumido em forma de alimento, cheguem à população da forma mais clara possível. Uma vez que o rótulo dos produtos é considerado o principal veículo de informação entre o produtor e a sociedade - consumidor, é imprescindível que a rotulagem dos alimentos transgênicos esteja em conformidade com a legislação vigente.
GRUPO B
ResponderExcluirBoa noite!
A tecnologia busca sempre criar alternativas para a humanidade e como foi dito, o aumento nos casos de alergia iria ,em questão de tempo, estimular a criação desse tipo de produto, "alimentos antialérgicos". Apesar da "segurança" nos processos de desenvolvimento desse tipo de alimento, a alteração genética a qual foram expostos pode, sim, gerar novos problemas aos consumidores, como alergia à proteínas específicas desse processo de melhoramento. Outra questão, é a respeito da real consistência dos estudos sobre o grau da reação alérgica dos pacientes estudados e estudos mal elaborados, com uso de pacientes sem a comprovação clínica de hipersensibilidade que podem resultar em" falsos positivos". Enfim, é uma alternativa, mas não ilesa de riscos e como já foi dito é importante que o consumidor tenha conhecimento disso. Até a próxima!
REFERENCIA
http://drpaulomaciel.com.br/alergia-a-comida-pela-revista-epoca/
http://stopogm.net/sites/stopogm.net/files/Batista%20et%20al.pdf
Grupo M
ResponderExcluirPost muito relevante. As modificações genéticas desses alimentos podem revolucionar a ciência atual, causando grande impacto na sociedade. A transgenia de modo geral tem essa característica de afetar e causar repercussão na sociedade, mas a retirada da possível toxicidade de alimentos é algo que merece ênfase, pois muitas pessoas que não poderiam ingerir determinados alimentos, poderão começar a ingeri-los, e isso pode alterar a rotina e a qualidade de vida dessas pessoas de maneira positiva. Entretanto, não sabemos ao certo os efeitos desses alimentos em nosso corpo, sendo necessário um maior controle e atenção nas etapas in vivo. As postagens estão cada vez mais interessantes e atuais, mostrando os aspectos sociais e bioquímicos, parabéns!!
Grupo M
ResponderExcluirPost muito relevante. As modificações genéticas desses alimentos podem revolucionar a ciência atual, causando grande impacto na sociedade. A transgenia de modo geral tem essa característica de afetar e causar repercussão na sociedade, mas a retirada da possível toxicidade de alimentos é algo que merece ênfase, pois muitas pessoas que não poderiam ingerir determinados alimentos, poderão começar a ingeri-los, e isso pode alterar a rotina e a qualidade de vida dessas pessoas de maneira positiva. Entretanto, não sabemos ao certo os efeitos desses alimentos em nosso corpo, sendo necessário um maior controle e atenção nas etapas in vivo. As postagens estão cada vez mais interessantes e atuais, mostrando os aspectos sociais e bioquímicos, parabéns!!
GRUPO H
ResponderExcluirAtualmente, a transgenia ainda é incipiente para proporções amplas de uso, causando riscos reais e imprevisíveis. Sendo assim, grande parte dos cientistas recomenda o princípio da precaução, que visa proteger a vida diante das incertezas científicas. Esse princípio norteia as atividades humanas, incorporando princípios de igualdade, respeito, justiça e prevenção.